O que eu achei da série Girlboss

Confesso que demorei a escrever algo sobre a série #Girlboss, da Netflix, justamente porque estava digerindo o conteúdo aqui na minha mente. Calma, eu sei que não é uma série complexa, mas eu li tanta coisa a respeito, que precisava processar as informações antes de realmente escrever algo a respeito.

Eu esperei muito por essa série – ok, eu e milhões de garotas -, e de cara me decepcionei. Nos primeiros episódios, fiquei um pouco chocada. Avisaram logo no início que a história de Sophia Amorouso havia sido adaptada…Mas eu não imaginava que seria tanto! Era MUITA coisa diferente, histórias que não batiam com as do livro.

Mesmo um pouco decepcionada, segui em frente (li muitos comentários de pessoas que desistiram da série antes da metade). E minha opinião final é: Gostei! Poderia ser melhor, mas no geral eu curti a primeira temporada e espero que seja confirmada a segunda.

Agora, vou falar um pouco da minha relação com a Sophia (best friends #sonho), para deixar mais claro porque eu esperava mais dessa primeira temporada de #Girlboss e também para explicar porque acabei gostando no fim das contas.

Anos atrás ouvi falar sobre o livro #Girlboss, mas não me interessei muito, até tentei comprar, mas havia acabado na livraria em que fui. Deixei para lá! Até que em janeiro deste ano, fui comprar um livro para presente e, por acaso, vi um livro da Sophia perdido na prateleira e com uma super promoção. Pensei: “Por que não?”. Comprei e devorei o livro em uma semana.

O livro é uma mistura de auto-ajuda com auto-biografia. A leitura é fácil e as histórias da Sophia parecem surreais em alguns momentos, o que prende a atenção do leitor. Para quem não sabe, de maneira bem resumida, Sophia Amorouso começou a vender roupas vintages no Ebay e criou uma grande empresa, a Nasty Gal – que em seis anos alcançou mais de US$ 100 milhões em vendas. Mais para frente eu falo sobre a venda da Nasty Gal e a falência.

Ler a história de uma mulher que começou um negócio próprio do zero, aos vinte e poucos anos, é muito inspirador. E me ajudou a ver a minha realidade de uma forma diferente! Eu poderia ter lido várias coisas sobre empreendedorismo, força feminina, trabalho etc, mas este livro veio na hora certa para mim e, por isso, eu esperava que a série #Girlboss fosse SENSACIONAL. Era a expectativa de uma fã mesmo, de alguém que devorou o livro em uma semana e pesquisou tudo sobre a vida de Sophia Amorouso – TUDO.

De uma forma indireta, o livro da Sophia me ajudou a superar minha crise em relação à minha nova profissão, me ajudou a ter mais confiança e garra e me mostrou que uma mulher pode ser cool, inteligente, muito louca, persistente, imatura e arrogante às vezes, batalhadora, empreendedora e ter muito sucesso! De maneira bem objetiva, Sophia virou um exemplo para mim. Sim, eu tenho vários outros exemplos a serem seguidos…E ela é um deles.

A série da Netflix mostra uma garota extremamente arrogante e até mimada, o que me deu muita agonia. Ao longo da série, ela vai amadurecendo, começa a entender que é preciso respeitar as pessoas e tratá-las bem. Ver o quanto a Sophia da série é diferente da Sophia do livro deve ter provocado muita raiva e decepção. A Sophia do livro não parece quase nada com a Sophia da série. Minha dica então é: leia o livro e assista à série só para se divertir (ou para morrer de raiva mesmo rs).

As lojas físicas da Nasty Gal fecharam e, atualmente, as vendas são on-line. A Nasty Gal foi vendida por por $20 milhões para a empresa britânica de multimarcas Boohoo.com, e também assinou, em novembro de 2016, um acordo de proteção após a falência. A Sophia Amorouso já havia deixado a empresa anos antes e abriu a Fundação Girlboss, que já fez até um evento presencial este ano, o Girlboss Rally (AQUI).

Muita gente criticou a Sophia tentando diminuir a história dela. Na boa, quem imaginava que uma vitrine no Ebay poderia gerar uma empresa de mais 100 milhões de dólares em seis anos? Ela começou do ZERO, sozinha e sem formação na área de administração, marketing ou qualquer coisa ligada a empreendedorismo. Na boa, tem a minha admiração!

Recentemente, ela escreveu um texto para uma revista, onde contou um pouco como foram os últimos anos dela, com a saída e posterior falência da Nasty Gal e também sobre o fim do casamento de um ano. É um texto bem transparente, vale a leitura (AQUI – é inglês, mas você pode jogar no Google Translate).

Para mim, Sophia Amorouso virou uma espécie de âncora. Quando estou desanimada ou penso que não sou capaz, entro no site dela e devoro as histórias de mulheres incríveis que têm lá…Sem contar a história da própria Sophia Amorouso, que deu a volta por cima e está com vários projetos com a Fundação Girlboss.

Você também tem uma âncora que te sustenta? Me conta aqui nos comentários.

(Âncora é um estímulo externo que causa uma reação interna. Símbolo, imagem ou som capaz de despertar a sensação e/ou o sentimento de desencadear emoções e sensações. A mesma coisa acontece com algumas músicas, imagens, cheiros e paladares. Bem, eu escolhi uma pessoa…rs)

Só para finalizar, em relação à série da Netflix, o que ficou, pra mim, foi uma sensação de “quero mais”. A primeira temporada focou muito na Sophia jovem, imatura e problemática. Muitas histórias parecem exageradas e bobas, o que não acontece no livro. O elenco é muito bom, os figurinos são incríveis e a cidade de San Francisco é maravilhosa! Vale a pena assistir

Este é o novo livro da Sophia Amorouso. Ele reúne as histórias de mulheres com personalidade forte, como as cantoras Courtney Love, Siouxssie Sioux e Grace Jones, fotos da casa e do closet de Sophia Amorouso e muitas frases motivacionais. Comprei o meu em inglês mesmo e estou esperando chegar!

Juliana Amorim

Jornalista apaixonada por blogs, Instagram e suculentas. Se casou há pouco tempo e gosta de tudo sobre decoração e DIY. Não dispensa uma boa comida e sempre se empolga para qualquer viagem, nem que seja de fim de semana.

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