A série GLOW da Netflix

Já vou começar dizendo que eu AMEI Glow. Demorei para começar a assistir, mas devorei a primeira temporada em três dias. Como não amar os anos 80? Aquelas roupas coloridas, collants super cavados, muito brilho, cabelos exagerados…Sério, eu amo.

 

Confesso que só dei uma chance depois de ver o vídeo promocional da Netflix com a participação da Rainha do Rebolada, Gretchen, e da Musa do Carandiru, Rita Cadillac. Foi tanto burburinho que fui assistir a série.

 

O vídeo é muito bom! 

Mas vamos falar da série!

 

GLOW significa Gorgeous Ladies of Wrestling (Lindas Mulheres do Wrestling, em tradução livre). Para quem não sabe,  wrestling é aquele tipo de luta fake, coreografada e dramática, que fez muito sucesso na televisão, nos anos 1980.

 

A série é baseada em eventos reais e tem como pano de fundo a história de mulheres da liga de luta-livre feminina dos anos 1980. O programa de “verdade” foi ar de 1986 até 1990 e grande parte do elenco não era  composto por lutadoras de verdade e nem mesmo atletas. Elas simplesmente foram fazer um teste e descobriram na hora que era par participar de um programa de Luta Livre. Elas treinaram durante semanas para aprender os golpes.

 

 Olha só o vídeo original de GLOW:

A série da Netflix é bem fiel ao programa original. Os nomes dos personagens mudaram, mas a história em si é bastante precisa. A série mostra as integrantes aprendendo os movimentos de luta livre, criando personagens e histórias. É bem legal ver a evolução de cada uma na luta.

 

A protagonista da série Ruth, vivida por Alison Brie, é uma atriz desempregada que, para conseguir realizar o sonho de atuar, aposta suas últimas fichas em uma série semanal sobre luta feminina. Mas ela “causa” muito também. A Ruth se envolve com o marido da melhor amiga dela – que acaba entrando no elenco de GLOW – e não tem como não torcer pela reconciliação das duas (eu torci rs).

 

 

 

A série, no geral, é sobre mulheres insatisfeitas com a forma como são tratadas e subjugadas. Logo no primeiro capítulo, a protagonista Ruth é mostrada num teste de elenco, onde apresenta a fala de uma personagem forte e empoderada. “Queria agradecer por ter sido chamada, pois não há papeis como esse para mulheres no momento. Isso aqui é ótimo”. Só que na verdade ela estava lendo a fala do personagem masculino – o teste dela deveria ser de uma secretária, que só tinha uma fala bem simples.

 

A série é uma mistura de drama com comédia. Li algumas críticas dizendo que o roteiro não é muito bom e parece um amontado de mulheres lutando. Eu, particularmente, gostei de muitos personagens e achei o texto bem irônico – eu adoro isso. 

 

Eu acho essas lutas fakes bem engraçadas e nunca consegui entender muito bem porque os americanos amam tanto…Mas confesso que me empolguei bastante com as lutas que passam na série. Não tem como não se envolver!

 

Ok, tem muita coisa sem noção, mas nada fora do comum. A personagem que eu menos gosto é tal da mulher que veste de lobo…Mas sei lá, tem doido para tudo. O legal da série é que são várias mulheres com personalidades e culturas diferentes que aprendem a viver juntas e viram amigas.

 

O último capítulo é muito empolgante. No fim, bate aquela vontade de queeeeero mais.

A série ainda não foi renovada pela Netflix e é produzida por Jenji Kohan, criadora de Orange is the New Black.

E você, já assistiu a série? O que achou?

Juliana Amorim

<p>Jornalista apaixonada por blogs, Instagram e suculentas. Se casou há pouco tempo e gosta de tudo sobre decoração e DIY. Não dispensa uma boa comida e sempre se empolga para qualquer viagem, nem que seja de fim de semana.</p>

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