Como foi o meu casamento – Karol e Pedro

Meu casamento foi realizado no dia 14 de janeiro de 2017 e eu lembro de cada detalhe da festa, dos momentos, do sorriso do meu marido, das palavras do meu irmão, do choro da minha mãe, da entrada ao lado do meu pai, das pessoas me falando “foi lindo”, dos abraços e desejos de felicidade.

 

Algumas coisas que eu decidi fazer já estavam enraizadas há muito tempo. A dinâmica da cerimônia já tinha sido decidida desde antes de eu ficar noiva: não seria na igreja (polêmicas à parte), seria celebrada pelo meu irmão e nada de marcha nupcial. A minha grande sorte: o noivo concordou e abraçou todas as minhas sugestões. Se não fosse isso, nada teria saído como saiu. Sim, eu queria desse jeito, mas se ele me dissesse que essa não era a vontade dele teríamos que chegar a um denominador comum. O casamento também era dele, ora essa.

 

A minha casa foi o local escolhido, primeiro porque eu sempre quis casar em casa, depois porque não teríamos que gastar com aluguel. Minha casa tem uma área verde relativamente grande. Você me pergunta: cabem 100 pessoas? Eu te respondo: eu não sabia que cabia até o dia do casamento. Tinha certeza que um jeito seria dado e foi dado. Gente, ficou lindo e perfeito. Sabe aquelas festas com o tamanho exato. Um local maior só estragaria o clima. O tom intimista foi dado pela iluminação, toda ela feita com luzinhas de natal. Sabe pisca-pisca? Isso mesmo, nada além disso. Compramos, pedimos emprestado e conseguimos iluminar a festa toda. Inclusive a pista de dança que contou com luzinhas coloridas.

O único medo que eu tive foi de chover. No dia que marcamos o casamento (em outubro de 2016) para janeiro, a primeira coisa que ouvimos foi: em janeiro chove. Sim, em janeiro chove. Todo mundo que mora em Brasília sabe que em janeiro chove. Mesmo assim banquei a data e gritei para os quatro ventos: no dia 14 não vai chover! Ouvi muita gente dizendo que era melhor mudar o local, para ter um plano B. Cheguei a reservar o salão do meu condomínio, mas ia sofrer muito de ter que fazer a festa lá. Não choveu! Graças a muito pensamento positivo e muita oração. Lógico que teve um chuvisquinho a tarde. Me pergunta se bateu o desespero? Bateu demais! Sentei e chorei durante cinco minutos. Mas estava ventando bastante e o vento levou a chuva embora. Muita gente me falou durante a festa: “nossa, torci demais para não chover hoje” e eu agradeci a cada um deles.

Sabe o que eu aprendi com o casamento: a ajuda às vezes vem de onde você menos espera. Além das nossas família e amigos que nos ajudaram como se não houvesse amanhã e quando eu digo ajudar, é ajudar mesmo. Mão na massa. Em todos os cantinhos e detalhes teve o toque de algum deles. Da iluminação às lembrancinhas. Da bebida aos enfeites das mesas. Recebemos também a mão de pessoas que não tinha nenhuma obrigação de fazer isso, mas fizeram por puro amor. Começando pelo fotógrafo e pelo músico que tocou na cerimônia. Até dois dias antes não tínhamos fotógrafo. Foi aí que meu irmão e cunhada entraram em contato com um amigo deles e ele topou tirar as fotos. O músico, que também é amigo do meu irmão, aprendeu as músicas um dia antes e tocou de maneira magistral. Gente, sem cobrar nada. Me arrepio até hoje pensando nisso. Weslley (fotógrafo) e Girino (músico), vocês foram maravilhosos!

Outras duas pessoas que me fizeram chorar de felicidade foram minha prima Rossandra Gontijo e a querida Giselle Mandelli. A primeira é dona de uma empresa que faz papelaria para festas, a Tendência Designer Paper, como ela conhece muitas pessoas do meio, deu um jeito de me emprestar a maquete do bolo e me deu as forminhas para os doces. A segunda é amiga da minha cunhada, Gabi Kopko, e foi a cerimonialista. Ela coordenou as entradas e tentou acalmar meu pai quando ele achava que alguém precisava avisar os convidados que o casamento estava começando. Duas lindas que vão ficar no coração para sempre.

O jantar ficou por conta da maravilhosa Divina. Mais uma vez a mão amiga foi estendida e ela nos ofereceu seu dom culinário de graça. Compramos os ingredientes e ela preparou a comida que recebeu elogios a noite toda. Para servi-los alugamos os pratos e talheres e eu achei muito barato. Custou R$ 0,35 a unidade de tudo: prato de jantar, garfo, faca, prato de sobremesa e garfo de sobremesa, na Izabelle Buffet. Recomendo? Sim, mas com uma ressalva: lavem as louças e os talheres antes de usar. Dica de amiga!

E a maquiagem da noiva, quem fez? Eu digo quem fez, a minha cunhada Gabi Ferreira (sim, minhas duas cunhadas são Gabi). Eu não queria aquelas maquiagens de noiva boba (se é que isso existe) e ela soube fazer exatamente como eu imaginei. Além disso, ela fez o maravilhoso bolo de chocolate com doce de leite servido. Como uma boa noiva, só comi um pedaço dois dias depois e se estava bom depois desse tempo, imagina no dia.

Então, gente, eu não posso dar muitas dicas de como fazer um casamento (Ju fez isso maravilhosamente aqui e aqui) porque o meu não teve nada de tradicional. Não contratei buffet, não teve DJ ou banda, não fiz a maquiagem em salão e nem aluguel de vestido em loja de noivas. Mas posso mostrar como fiz e corri atrás dos detalhes da decoração. No próximo texto a gente conversa sobre isso.

Para finalizar, o noivo chorando:

 

Fotos: tem do Weslley Silva e tem da minha sogra, Anita Miranda.
Vídeo: Da querida Raquel Silva.

Karolina Kopko

Jornalista que sempre quis unir suas paixões: jornalismo e artesanato. Sempre que pode escapa da correria do mundo e se joga no meio de papéis, cola tesoura, tecidos. Agora está se aventurando na maravilhoso mundo da decoração.

No Comments
Leave a Comment: